Vagos: Maioria social-democrata aprova Orçamento e Grandes Opções do Plano para 2026 em Assembleia Municipal

2026-02-25

Cinco dos membros do grupo municipal do CDS e os dois do PS votaram contra o Orçamento de 29,9 milhões de euros que, segundo o Executivo, privilegia reequilíbrio financeiro, proximidade e investimento estruturante”. De registar, ainda, seis abstenções do CHEGA e dos restantes membros centrist

Vagos: Maioria social-democrata aprova Orçamento e Grandes Opções do Plano para 2026 em Assembleia Municipal

A Assembleia Municipal de Vagos aprovou, por maioria, na sua sessão do passado dia 20 de fevereiro de 2026, o Orçamento Municipal e as Grandes Opções do Plano para o ano de 2026, apresentado pela Câmara Municipal de Vagos. A proposta havia sido aprovada em reunião extraordinária da Câmara Municipal, no dia 29 de janeiro, e chega agora à sua aprovação definitiva pelo órgão deliberativo.

O Orçamento para 2026 totaliza 29.976.810,00 €, com 23.691.438,00 € de receita corrente e 6.285.342,00 € de receita de capital, e constitui, para a Câmara de Vagos, “um documento de responsabilidade política e de governação séria: um orçamento de organização, de reequilíbrio e de preparação do futuro”.

Reconhecendo os constrangimentos financeiros reais com que o município inicia 2026 — dívida vencida elevada, encargos com juros significativos e compromissos transitados —, o Orçamento não é, para o Executivo liderado por Rui Cruz, “um documento de resignação, mas sim de reposicionamento, para recuperar credibilidade, abrir o mercado municipal a mais concorrência e melhores preços e criar condições para que o investimento volte a ganhar escala”.

O Orçamento, agora aprovado, assenta em cinco opções estratégicas, nomeadamente “Transparência, rigor e cumprimento imediato da lei; Redução da dívida e do prazo médio de pagamentos, para aliviar juros e recuperar a credibilidade do Município; Redução de custos de contexto e melhoria da eficiência interna; Negociação e captação de financiamento externo, reforçando candidaturas e parcerias no Portugal 20/30, Orçamento do Estado, PRR e BEI e o Arranque da execução do compromisso eleitoral de outubro de 2025, com medidas concretas já em 2026”.

“Isto começa com projectos, não começa com obras”, adiantou o edil que os vaguenses não podem esperar que “um programa municipal para quatro anos se faça em quatro meses ou se faça num ano”.

Orçamento “de continuidade disfarçada de rotura”

Se, por um lado, a oposição reconheceu que o atual Executivo está a “corrigir os erros do passado”, por outro acusam a liderança social-democrata de criar um documento “de continuidade disfarçada de rotura”.

“Não há rutura estrutural com o modelo que levou ao resultado líquido negativo de 2024”, lamentou a centrista Maria do Céu Marques que considera haver “um risco elevado de sobre orçamentação” e que “do ponto de vista da receita há um optimismo excessivo”.

“O Orçamento de 2026 vive de expectativas”, concluiu a centrista.

Na sua intervenção, o socialista, Paulo Branco, afirma que “este Orçamento é consequência das suas circunstâncias” e justificou a sua afirmação recordando que antecede a este documento “uma situação financeira desequilibrada que necessita de correcção a curto prazo”.

“Verifica-se um passivo superior a 12 milhões de euros, vários processos em tribunal, dívidas a curto prazo superiores a quatro milhões de euros”, declarou acrescentando que “houve muito dinheiro mal gasto”.

 

 

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