Vagos: PS propõe auditoria à gestão municipal dos últimos 12 anos. Maioria social-democrata recusa.

2026-02-25

O requerimento de recomendação do Partido Socialista foi apresentado na última sessão de Assembleia Municipal de Vagos, na sexta-feira passada. Acabou chumbado pela maioria PSD.

Vagos: PS propõe auditoria à gestão municipal dos últimos 12 anos. Maioria social-democrata recusa.

Rafael Catarino, membro do grupo municipal do PS, entregou à mesa da Assembleia Municipal de Vagos, na sexta-feira passada, um requerimento de recomendação “à Câmara Municipal de Vagos a aprovação de uma auditoria externa independente e abrangente à gestão municipal dos últimos 12 anos” , altura em que o Executivo Municipal era liderado pelo ex-presidente de Câmara e atual Secretário de Estado da Administração Local e Ordenamento do Território, Silvério Regalado e, posteriormente, pelo seu vice-presidente, João Paulo Sousa.

Em causa está, segundo o socialista, a revelação de “uma situação financeira particularmente grave da Câmara Municipal de Vagos, com reflexos diretos no aumento da carga fiscal sobre os munícipes”, o reconhecimento pelo atual Executivo – liderado por Rui Cruz – da “necessidade de reposição da legalidade relativamente a atos praticados no passado”, a revogação de “contratos municipais com fundamentos na reposição da legalidade” e, ainda, os resultados do relatório da Inspeção Geral de Finanças, datado de agosto de 2024 e só agora revelado à Assembleia Municipal, que “evidencia irregularidades graves na gestão financeira”.

Colocado, de imediato, a votação, o documento acabou chumbado pela maioria PSD.

A social-democrata, Andreia Marques, mostrou-se surpreendida com abordagem do PS e adianta ser necessária a existência de um “enquadramento em cada uma destas cabimentações”, dando como exemplo o facto de, em 2020 e 2021, ter existido uma pandemia. “Se eram necessárias luvas, materiais, centros de vacinação montados no Pavilhão Municipal foi preciso uma despesa não cabimentada, autorizada pelo Município face à inércia de uma tutela central que não teve capacidade de resposta em tempo real”.

Apesar da proposta do PS ter sido recusada, o edil vaguense adiantou que o Executivo irá lançar concurso para a realização de uma auditoria externa aos fundos permanentes, aos recursos humanos, à despesa corrente e à rede informática.

 

 

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