Ponte da Vista Alegre mantém-se encerrada

2026-04-24

O relatório de avaliação do estado de degradação da Ponte da Vista Alegre chegou ao Município de Ílhavo, esta quinta-feira.

Ponte da Vista Alegre mantém-se encerrada

O Município de Ílhavo recebeu, esta quinta-feira, o relatório de avaliação do estado de degradação estrutural da denominada Ponte da Vista Alegre, elaborado sob coordenação de Hugo Rodrigues, professor do Departamento de Engenharia Civil da Universidade de Aveiro.

Em comunicado, a autarquia ilhavense adiantou que “as análises, avaliações e conclusões do relatório permitem-nos determinar o estado de conservação da Ponte e dos seus diversos elementos, e propõe medidas de atuação necessárias à resolução das anomalias tecnicamente identificadas”.

O relatório de avaliação indica, segundo o mesmo comunicado, “que existem sinais evidentes de degradação progressiva da estrutura, em particular, as duas vigas longitudinais centrais que correspondem aos elementos mais pressionados e solicitados, e, simultaneamente, aqueles onde se verificam os danos mais significativos, exigindo uma intervenção prioritária”.

”Numa avaliação global, a Ponte entre a Vista Alegre e a Gafanha da Boavista apresenta um quadro de deterioração caracterizado pela corrosão generalizada face à elevada exposição à humidade e condições ambientais; deficiências nas ligações estruturais e na rigidez transversal e degradação acentuada do tabuleiro em madeira, com presença de podridão, fissuração e colonização biológica; problemas de erosão e assentamentos nos taludes; agravamento associado ao aumento do tráfego rodoviário”, pode ler-se ainda.

Com base nas recomendações técnicas, a Câmara Municipal de Ílhavo decidiu manter o encerramento da Ponte ao tráfego rodoviário e limitar a sua utilização de forma condicionada, a peões e a velocípedes.

A autarquia garante que, ao mesmo tempo, “será desenvolvido com carácter de urgência um plano de intervenção que incluirá, a substituição integral do tabuleiro; a limpeza e proteção dos elementos metálicos, com aplicação de sistemas anticorrosivos adequados; a substituição de elementos estruturais degradados, incluindo longarinas e componentes metálicos secundários; a revisão, reforço ou substituição de ligações estruturais e reparação dos encontros em betão; a avaliação das fundações e elementos em meio hídrico e a realização de ensaios de carga após as intervenções”.

“Adicionalmente ao conjunto de intervenções prioritárias, será implementado um plano de manutenção e monitorização contínua, com inspecções periódicas e acompanhamento das zonas críticas, garantindo uma gestão eficaz da infraestrutura e prevenindo a recorrência de patologias”, esclarece.

A reabertura ao tráfego automóvel será considerada “apenas após validação técnica das condições de segurança, podendo vier a ocorrer de forma condicionada, com circulação alternada”. 

 

 

 

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