2026-10-08
Foi na presença do Presidente da Câmara de Vagos, Rui Cruz, de Manuel Lemos, presidente da União de Misericórdias Portuguesas e, ainda, de Licínio Pimenta, Diretor da Segurança Social de Aveiro, que a Misericórdia de Vagos assinalou, esta quarta-feira, todos estes marcos.
A Santa Casa da Misericórdia de Vagos assinalou, esta quarta-feira, os 50 anos do Infantário – valência criada por duas irmãs, Lucília Rocha Dionísio e Celina Rocha, esta última já falecida.
Foi precisamente na presença de Lucília Rocha Dionísio e dos primeiros utentes do Infantário por si criado que o Provedor da Santa Casa da Misericórdia de Vagos, Paulo Gravato, recordou o caminho desta valência que surgiu em 1976, da necessidade de encontrar um espaço para deixar as crianças enquanto os pais iam trabalhar.
Mais tarde, a Santa Casa da Misericórdia de Vagos acabou por tomar posse da valência que faz parte dos muitos serviços disponibilizados pela Instituição Particular de Solidariedade Social (IPSS).
Lucília Rocha Dionísio defende que “não se cresce sozinha” e que a Santa Casa acabou por impulsionar o funcionamento do espaço.
“Significa muito”, recordou Paulo Gravato que não esquece os beneméritos “que sem eles a Misericórdia hoje teria tido algumas dificuldades”, o que levou IPSS a homenagear todos os que “cuidam” da instituição.
Mais de 1,3 milhões de euros no PARES-3
No mesmo dia, a Misericórdia de Vagos inaugurou as obras do Programa de Alargamento da Rede de Equipamentos Sociais - 3.ª Geração (PARES-3), que já estão ao serviço da instituição.
O provedor da Santa Casa reconhece tratar-se “de uma obra cara”, mas que “entendemos que tínhamos necessidade” de levar a cabo.
A obra, num total de 1 milhão e 350 mil euros, foi comparticipada pela Segurança Social na vertente do alargamento da cozinha e da lavandaria.
“Na realidade foi só para dar mais tranquilidade ao lar que tinha a receção e a contabilidade” e que, com estas obras passa a dispor de uma “sala nova para os idosos”.
O presidente da União das Misericórdias Portuguesas, Manuel Lemos, considera que “tudo o que represente uma melhoria para a comunidade é um momento importante”.
Desafios do futuro
A terminar o mandato como Provedor da Santa Casa da Misericórdia de Vagos, Paulo Gravato, aponta a criação de uma Unidade de Cuidados Continuados em Vagos como “uma das prioridades” para o concelho. “É imprescindível. O concelho de Vagos é dos poucos que não tem no distrito”, explicou.
Paulo Gravato considera, ainda, que, também, o Centro de Demências “faz muita falta para a quantidade de pessoas que nós temos no concelho com demência”.
Perante as dificuldades apontadas, o presidente da Câmara de Vagos, Rui Cruz, garantiu fará uso das competências da autarquia na área da Ação Social. “Temos 11 IPSS e temos obrigação de trabalhar com elas, de as apoiar, de as financiar, de financiar os seus projectos e é isso que a Câmara vai voltar a fazer”.
“Aquilo que forem actividades de interesse público municipal serão apoiados pela Câmara Municipal e serão prioridade da Câmara Municipal”, acrescentou.
Licínio Pimenta, Diretor da Segurança Social de Aveiro, manifestou a vontade de “manter com a Santa Casa da Misericórdia de Vagos uma relação de proximidade, de exigência responsável e, sobretudo de cooperação”.
“Uma solução em que saibamos identificar problemas, procurar soluções e manter sempre no centro aquilo que verdadeiramente justifica o nosso trabalho: as pessoas”, frisou.
Manuel Lemos, da União de Misericórdias Portuguesas, defende, nesse sentido, que “é preciso conversar com o Estado para perceber que a sociedade à nossa volta está a mudar muito rapidamente”. “Nem sempre a repetição dos velhos métodos de respostas – que fizeram o seu percurso e foram importantes em determinado momento” – funcionam.