2022-04-22
Documento contou com duas abstenções.
O aumento do investimento em 23%, relativamente a 2020 e a assinalável contenção da despesa corrente, traduzida numa poupança de 6 milhões de euros canalizados para despesas de capital, são dois dos dados mais relevantes do Relatório de Gestão do Município de Cantanhede de 2021 que o executivo camarário liderado por Helena Teodósio aprovou esta quarta-feira, 20 de abril, com quatro votos a favor e duas abstenções.
A presidente da Câmara Municipal destaca que, apesar da crise pandémica que já dura desde 2020, “a trajetória favorável dos principais indicadores prosseguiu a um ritmo semelhante ao dos anos anteriores”, adiantando que, “mais uma vez, o Município de Cantanhede encerrou as contas de 2021 sem dívidas a fornecedores e com as faturas de empreiteiros entradas até 31 de dezembro de 2021 completamente liquidadas.
Na introdução ao Relatório de Gestão, Helena Teodósio refere também que, em 2021, a Câmara Municipal registou um incremento do investimento em 2.667.326 euros – mais 23% do que em 2020 – em infraestruturas e
equipamentos coletivos ou na aquisição de terrenos e outros bens de capital, variação que adquire ainda maior significado se considerarmos que o aumento das despesas correntes se quedou nos 8,9%. Ou seja, a autarquia “realizou mais obra com apreciável contenção de custos ao nível da sua estrutura orgânica, o que, apurados os resultados, representa uma poupança de mais de 6 milhões de euros, valor que de resto está em linha com o obtido no ano anterior”.
Ainda na componente da despesa, a autarca sublinha o aumento de 97% dos dispêndios nas rubricas funcionais da Saúde e Ação Social, aumento esse que “diz respeito apenas a uma parte dos custos das ações que foi necessário empreender para diluir os efeitos da pandemia de Covid-19”.
Dos indicadores de gestão vale ainda a pena assinalar o facto de o limite da dívida se ter situado em 0,31% da média da receita corrente dos últimos três anos, quando o limite máximo legal admitido é de 1,5% dessa média.
Helena Teodósio considera que este dado reflete “uma folga de algum modo tranquilizante face aos desafios do futuro”, mas alerta para a circunstância de “nesta altura vários fatores se estarem a conjugar no sentido de exercer uma pressão sobre a tesouraria que pode vir a influenciar negativamente o exercício de 2022”.