2022-04-25
Foi com esta frase da canção de Sérgio Godinho, que o presidente da Câmara de Vagos, Silvério Regalado, começou o seu discurso, marcado pela guerra na Ucrânia.
A luta que os ucranianos enfrentam há dois meses para defender o País da invasão russa marcou os discursos proferidos no 48º aniversário do 25 de abril, Dia da Liberdade, no concelho de Vagos.
As celebrações arrancaram, como é habitual, com o hastear das bandeiras ao som do hino de Portugal, tocado pela Filarmónica Vaguense.
Que este seja o primeiro dia do resto das nossas vidas”. Foi com esta frase da canção de Sérgio Godinho, que o presidente da Câmara de Vagos, Silvério Regalado, começou o seu discurso, marcado pela guerra na Ucrânia.
O edil vaguense pediu prosperidade, liberdade e cultura a Vagos e a Portugal.
Na perspetiva de Silvério Regalado, “a ajuda política, financeira e também militar será fundamental para preservar os valores da Liberdade na Ucrânia, na Europa e no resto do mundo”.
Recordando, também, a audácia dos que lutam contra a opressão e invasão na Ucrânia, o presidente da Assembleia Municipal de Vagos, Rui Santos, relembrou aqueles que deram a vida para que hoje Portugal fosse um País livre e democrático.
Representantes dos partidos da AM discursam na efeméride
Já no Centro de Educação e Recreio (CER) de Vagos, perante um auditório composto por representantes políticos, mas também civis, os porta-voz dos quatro partidos com assento na Assembleia Municipal de Vagos, foram convidados a proferir um breve discurso sobre a efeméride.
A primeira intervenção ficou a cargo do representante do CHEGA, Sidónio Santana, que frisou as “ameaças totalitárias” que, nos dias de hoje, “põem em causa a liberdade”.
Seguindo-se a Sidónio, o socialista Óscar Gaspar, fez questão de recordar que hoje temos mais necessidades que outrora e que cabe às autarquias locais, cada vez mais, assumir realizar novos investimentos para as colmatar.
Alexandre Marques, do CDS-PP, não fugiu muito desta linha de pensamento, deixando, também, uma mensagem para os portugueses que, na sua perspetiva, têm hoje, mais razões para preservar a liberdade alcançada entre 1974 e 1976.
Não cair no comodismo, foi o alerta deixado pelo social democrata Nuno Moura que afirma que os portugueses não devem “esperar que sejam só os políticos, os nossos governantes, ou quem manda a decidir” o nosso futuro, perante os desafios que colocam em causa a paz e a liberdade.
Em Março passado, recorde-se, Portugal celebrou o facto de estar há mais dias em democracia do que esteve sob a ditadura.